008 – Bonsai e lapso temporal agudo

Aldeões iniciaram a construção da pousada Maddley ontem por volta das 13 horas. Sua previsão é terminar a obra daqui dois meses. Segundo eles, em dezembro de 1930. Estão usando toras de Pinho e parecem não aceitar meu “dinheiro estranho”.

As aves da cidade voltaram a desaparecer, ou era o que pensávamos até pequenos dinossauros ocuparem seus respectivos lugares por toda a cidade.

Pequenos seres feitos de luz afirmaram que os híbridos estavam envolvidos nisso. Fomos até a fonte e os mesmos haviam sido substituídos por vasinhos de bonsai. Os vasinhos preferiram não gravar entrevista.

Nesse momento escrevo em uma máquina de escrever, no telhado de uma futura casa antiga recém construída. Não há mais ninguém por perto que consiga explicar o que aconteceu. Boa parte sabe o que aconteceu, mas nenhuma parte que sabe fala meu idioma, o que complica o entendimento.

Os filhos do Karma, com idades próximas de 90 anos, pareciam estar fazendo um trabalho comunitário pintando as casas da vila. Quando se aproximaram percebi que era sangue de bode e não tinta turquesa misturada com vermelho e um toque de dourado.

Duas coisas são certas aqui: Os velhos filhos do Karma tem uma maneira peculiar de ajudar a comunidade e talvez eu precise de óculos com lentes reais.

Reata – Agora são 20h e a época das coisas parece ter sido restabelecida. Todos estão com suas idades normais – Menos Thomás, o membro mais novo dos filhos do karma, que morreu com seus 86 anos faz algumas horas – e os pássaros continuam imóveis. Os Cientistas hipsters não sabem indicar se algum efeito colateral foi sofrido e a Morsa Breno continua se decompondo no topo do Hotel Maffley, que reapareceu sem maiores danos.

Arte da Semana

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